PARTO HUMANIZADO EM GESTANTES COM HIV: DESAFIOS NA PRÁTICA OBSTÉTRICA
Abstract
This study aimed to analyze the challenges faced by healthcare professionals in promoting humanized childbirth for women living with Human Immunodeficiency Virus (HIV). It is an integrative literature review. The searches were conducted in the LILACS, MEDLINE/PUBMED, and SciELO databases between January and February 2024, using controlled descriptors combined with Boolean operators. Studies published between 2014 and 2024 were included, resulting in 11 articles selected after applying inclusion and exclusion criteria. The findings reveal that, despite guidelines advocating humanized care, barriers persist in clinical practice, including stigma, misinformation about HIV, unnecessary preference for cesarean sections, and lack of professional preparedness. The fear of vertical transmission often leads to interventionist decisions without scientific support, such as compulsory cesarean delivery, which contradicts current recommendations that consider vaginal birth safe when the viral load is undetectable. The absence of specific protocols and explicit discrimination during obstetric care exacerbate the exclusion of these women from dignified and respectful assistance. The role of the obstetric nurse is crucial in mediating between technical care and emotional support, fostering safer and more humanized childbirth experiences. It is concluded that ensuring humanized childbirth for women with HIV requires not only technical knowledge but also a commitment to human rights, ethical sensitivity, and evidence-based practices.
Resumo
O presente estudo teve como objetivo analisar os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde na promoção do parto humanizado em gestantes vivendo com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Trata-se de uma revisão integrativa de literatura. As buscas foram realizadas nas bases LILACS, MEDLINE/PUBMED e SciELO, entre janeiro e fevereiro de 2024, utilizando descritores controlados combinados por operadores booleanos. Foram incluídos estudos publicados entre 2014 e 2024, resultando em 11 artigos selecionados após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Os resultados evidenciam que, apesar das diretrizes que orientam um atendimento humanizado, ainda há entraves na prática assistencial, como o estigma, a desinformação sobre o HIV, a preferência por cesarianas desnecessárias e a falta de preparo dos profissionais. O medo da transmissão vertical ainda leva a decisões intervencionistas sem respaldo científico, como a cesariana compulsória, contrariando diretrizes atuais que reconhecem a segurança do parto vaginal em gestantes com carga viral indetectável. A ausência de protocolos específicos e a discriminação explícita durante o atendimento agravam a exclusão dessas mulheres de um cuidado digno e respeitoso. A atuação do enfermeiro obstetra é essencial na mediação entre o cuidado técnico e o acolhimento emocional, promovendo experiências de parto mais seguras e humanizadas. Conclui-se que garantir um parto humanizado às mulheres com HIV requer mais do que domínio técnico exige compromisso com os direitos humanos, sensibilidade ética e práticas baseadas em evidências.
Keywords (ENG)
Women's Health Pregnant Women HIV Infections Humanized Childbirth Health Professionals.